O Vigilante Cuidado De Deus [Sobre Mim]


Quanto mais velho eu ficamos, mais maravilhoso Deus se torna aos meus olhos. O ensino de João nos diz, que os pais “já conheceram aquele que é desde o princípio” (1 João 2:13). A característica do santo mais idoso é que ele ou ela conhece a Deus.


Contudo, o que conhecemos de Deus nesta vida é apenas um lampejo. Os santos aprenderão sobre Deus para sempre, visto como não existe limite algum à Sua Pessoa e Caráter. Deus é um Ser infinito e cada aspecto da Sua Pessoa é infinito. Suas riquezas são incompreensíveis (Efésios 3:8). Seu amor e Sua paz “excedem todo o entendimento” (Efésios 3: 19; Filipenses 4:7).


O aspecto mais delicioso e atraente de Deus ao pecador, é, sem dúvida o da Sua misericórdia, compaixão e proximidade, sendo este o tema principal dos salmos.
Deus é o protetor e auxiliador do Seu povo. Este tema tem início no Salmo 3:2-3: “Muitos dizem da minha alma: Não há salvação para ele em Deus. (Selá.) Porém tu, SENHOR, és um escudo para mim, a minha glória, e o que exalta a minha cabeça”.


Através dos Salmos, quando o santo cai em aflições, que são parte frequente na vida presente, ele é lembrado de que Deus não o abandonará. Isso é verdade tanto para o remanescente judaico como para os santos de todas as eras.


Estas promessas nos ensinam sobre o caráter de Deus:

  • Primeiro, que Ele é compassivo e desejoso de ajudar. Deus não se mantém inatingível ao sentimento de nossas enfermidades.
  • Segundo, Ele pode ajudar. Ele é o Deus onipotente, onipresente, onisciente e imortal, com a capacidade de cumprir todas as Suas promessas:

a) - Deus é o meu pastor (Salmo 23). Esta é uma das passagens mais famosas e amadas da Bíblia, mas é erroneamente aplicada a todas as pessoas, quando, em verdade, ela se aplica apenas ao crente que tem colocado a sua fé na redenção de Deus em Cristo. O salmo descreve o mais íntimo e vigilante cuidado de Deus sobre o Seu povo: alimentando, conduzindo, protegendo, confortando e restaurando as suas almas, preparando-lhes uma mesa na presença dos seus inimigos.


O salmista descreve os problemas da sua alma, no Salmo 119. Sua alma está “pegada ao pó” (verso 25); “consumida de tristeza’” (verso 28); “como odre na fumaça” (verso 83), aqui referindo-se a uma vasilha de couro, que se tornou ressequida e sem viço, porque o seu conteúdo foi ressecado pela fumaça quente do fogo.



A alma do filho de Deus pode atravessar uma miríade de provações neste mundo amaldiçoado, mas o Senhor é fiel para restaurá-la.


b) - Deus é mais fiel para ajudar do que minha mãe e meu pai (Salmo 27:10). O amor de um pai e de uma mãe é um dos maiores amores deste mundo, mas ele nada é comparado ao amor de Deus. Ao contrário de Deus, o amor dos pais humanos não é perfeito, mas sempre parcial, afetado pelos cuidados e aflições da vida, sendo, eventualmente, cortado pela morte.


Ele conhece o santo no tempo da tribulação (Salmo 37:18). Isto não significa apenas que Deus está ciente da situação do santo, mas que Ele está intimamente envolvido. Ele conhece intimamente a situação. Ele está ali. Está ciente. Ele cuida: “O próprio Davi lançou-se nos braços eternos, nos braços de um Deus, Que é tão grande que bilhões de estrelas dependem de Suas palavras e inumeráveis anjos se apressam em cumprir Suas ordens; mas, mesmo assim, Ele ainda encontra tempo para socorrer e confortar um filho mortal da arruinada herança de Adão!” (John Phillips).


d) - Ele sustenta o santo com a Sua mão. (Salmo 37:24). Que bela descrição do cuidado de Deus! Ele está tão próximo que segura o santo pela mão. Imaginem o Deus do universo designando-se a segurar a mão das criaturas caídas, que Ele redimiu, de modo a poder conduzi-las e protegê-las. Jesus ensinou que o crente está duplamente seguro em Sua mão e na mão do Pai (João 10:27-30). Isto significa, indescritivelmente seguro!


Há pouco tempo, um homem solteiro de 22 anos de idade, chamado Sharan, membro de uma igreja pastoreada por um amigo, desmaiou durante uma conferência bíblica, na qual eu estava pregando, em abril, e precisou ser levado ao hospital, onde este fervoroso discípulo de Cristo faleceu, dentro de três semanas, vítima de leucemia. Ele sofria grande desconforto e dor, mas testemunhava, constantemente, de que Deus o estava ajudando. Ele disse: “Não tenho queixa alguma contra o Senhor. Ele tem-me dado alegria”. Ao olhar para todos os incrédulos no hospital, que estavam sofrendo de várias doenças, ele disse: “Aqui eu sou o único que não está doente”. Claro que ele quis dizer que em seu caso a moléstia fatal era apenas a porta de entrada à eterna bênção.


Assim como o oleiro conhece o caráter de cada tipo de barro, o Senhor sabe exatamente como lidar com cada santo, a fim de conformá-lo à imagem de Cristo: “Sendo ele o oleiro, eles o barro, Ele sabe o que são capazes de suportar e o que não são, de modo que, se Ele desce a Sua mão pesada demais, ou os açoita demais, ou repete os açoites frequentemente, eles se fazem em pedaços. Ele conhece a estrutura interior de suas mentes, a corrupção de suas naturezas, como são inclinados ao pecado e, portanto, não espera deles um serviço perfeito”. (John Gill).


Foi a redenção em Cristo que removeu o terror do fato de que Deus conhece cada detalhe da minha vida, inclusive cada pensamento, atitude e ação pecaminosos. Toda a minha iniquidade foi colocada sobre Cristo e fui declarado justo aos olhos de Deus (2 Coríntios 5:21). Portanto, não temo, ao pedir que Deus me esquadrinhe os maus caminhos, a fim de que eu possa confessá-los e continuar em comunhão com Ele, para andar conforme a Sua vontade. (Salmo 139:23-24; 1 João 1:9). Quanto mais entendemos a salvação de Deus e como tão completamente a Sua Lei foi propiciada (satisfeita) no sangue de Cristo, mais podemos confiar nEle e dEle nos aproximarmos, em vez de fugir, como Adão.



Conclusão

O que estas promessas não significam - Elas não significam que Deus retire as tribulações do santo. Ele usa as tribulações para nos purificar e aumentar a nossa fé. Elas são necessárias para o nosso crescimento espiritual. Deus não remove a tribulação; Ele está conosco na tribulação e no controle da situação.


Estas promessas não significam que Deus ignore o pecado do santo, mas que Ele usa qualquer nível de castigo, se este for necessário ao arrependimento.


Por Geciano Vieira , do livro “God’s Watch Care”

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